Espanha legaliza casamento entre pessoas do mesmo sexo
Espanha tornou-se um dos três países europeus a permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A polémica lei foi aprovada a 1 de Julho pelo Congresso dos Deputados, contra o protesto das várias associações ligadas à família, do Partido Popular e da Igreja Católica – que garante que esta lei é "prejudicial ao bem comum".
A nova lei permite que os casais homossexuais que se casem tenham direitos idênticos aos cônjuges heterossexuais. Adopção de crianças, direito a receber pensões e administrar heranças, requisição de empréstimos e a autorização de intervenções cirúrgicas para os parceiros garantem o fim da discriminação por orientação sexual, como advogam os defensores da lei.
No total foram alterados 14 artigos da Constituição espanhola, substituindo-se os termos "homem e mulher" ou "pai e mãe" por "cônjuges" ou "pais". Além do PSOE, que o apresentou em Conselho de Ministros, este projecto de lei teve ainda – na primeira volta – o apoio do Bloco Nacionalista Galego, da Esquerda Unida-Esquerda Verde e da República de Esquerda da Catalunha.
Contra esteve desde a primeira hora a Igreja Católica, para quem as novas disposições desfiguram a instituição do matrimónio e é "injusta". Já o Partido Popular, que a rejeitou no Congresso dos Deputados e no Senado, garante que é desadequada a designação de "casamento" e impôs a disciplina de voto dentro da sua bancada.
Actualmente, só Bélgica, Holanda, Canadá e o estado do Massachussets, consagram o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Espanha e Canadá são os dois mais recentes países a aprovar este casamento, e o terceiro e quarto países onde ‘gays’ e lésbicas podem casar e adoptar crianças. Os holandeses aprovaram este matrimónio em 2001, os belgas em 2003.
A Espanha está a mudar política e socialmente. Com esta nova lei, Zapatero ‘compra’ uma guerra com a Igreja Católica, que vê nos vizinhos ibéricos os dois dos últimos bastiões do catolicismo na Europa. Aliás, e como estimava a agência Reuters quando esta lei foi primeiro aprovada no Congresso dos Deputados - "é muito improvável que esta lei agrade ao cardeal conservador, Joseph Ratzinger, eleito Papa Bento XVI" dois dias antes. Além desta tentativa de "laicização do país", como relatou à Reuters na mesma altura o líder da Esquerda Unida espanhola, Gaspar llamazares, as mudanças em Espanha têm sido mais profundas e merecem o apoio da maioria dos espanhóis. Sobretudo a retirada imediata de tropas do Iraque, a inclusão das mulheres nos órgãos decisórios (Parlamento e Governo), e a legalização de 700 mil imigrantes ilegais.
Tanto Zapatero como o seu projecto de nova esquerda têm sido comparados à Terceira Via do primeiro-ministro britânico, Tony Blair, e ao Novo Centro do chanceler alemão, Gerhard Schroeder. Em termos ideológicos, as semelhanças são notórias: criação de uma economia mais competitiva, inovadora e com um nível de impostos mais baixo, um Estado eficiente, mas que não compromete a solidariedade social e a defesa de uma cidadania europeia.
E nós por cá?? Para quando o passo em frente??
A nova lei permite que os casais homossexuais que se casem tenham direitos idênticos aos cônjuges heterossexuais. Adopção de crianças, direito a receber pensões e administrar heranças, requisição de empréstimos e a autorização de intervenções cirúrgicas para os parceiros garantem o fim da discriminação por orientação sexual, como advogam os defensores da lei.
No total foram alterados 14 artigos da Constituição espanhola, substituindo-se os termos "homem e mulher" ou "pai e mãe" por "cônjuges" ou "pais". Além do PSOE, que o apresentou em Conselho de Ministros, este projecto de lei teve ainda – na primeira volta – o apoio do Bloco Nacionalista Galego, da Esquerda Unida-Esquerda Verde e da República de Esquerda da Catalunha.
Contra esteve desde a primeira hora a Igreja Católica, para quem as novas disposições desfiguram a instituição do matrimónio e é "injusta". Já o Partido Popular, que a rejeitou no Congresso dos Deputados e no Senado, garante que é desadequada a designação de "casamento" e impôs a disciplina de voto dentro da sua bancada.
Actualmente, só Bélgica, Holanda, Canadá e o estado do Massachussets, consagram o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Espanha e Canadá são os dois mais recentes países a aprovar este casamento, e o terceiro e quarto países onde ‘gays’ e lésbicas podem casar e adoptar crianças. Os holandeses aprovaram este matrimónio em 2001, os belgas em 2003.
A Espanha está a mudar política e socialmente. Com esta nova lei, Zapatero ‘compra’ uma guerra com a Igreja Católica, que vê nos vizinhos ibéricos os dois dos últimos bastiões do catolicismo na Europa. Aliás, e como estimava a agência Reuters quando esta lei foi primeiro aprovada no Congresso dos Deputados - "é muito improvável que esta lei agrade ao cardeal conservador, Joseph Ratzinger, eleito Papa Bento XVI" dois dias antes. Além desta tentativa de "laicização do país", como relatou à Reuters na mesma altura o líder da Esquerda Unida espanhola, Gaspar llamazares, as mudanças em Espanha têm sido mais profundas e merecem o apoio da maioria dos espanhóis. Sobretudo a retirada imediata de tropas do Iraque, a inclusão das mulheres nos órgãos decisórios (Parlamento e Governo), e a legalização de 700 mil imigrantes ilegais.
Tanto Zapatero como o seu projecto de nova esquerda têm sido comparados à Terceira Via do primeiro-ministro britânico, Tony Blair, e ao Novo Centro do chanceler alemão, Gerhard Schroeder. Em termos ideológicos, as semelhanças são notórias: criação de uma economia mais competitiva, inovadora e com um nível de impostos mais baixo, um Estado eficiente, mas que não compromete a solidariedade social e a defesa de uma cidadania europeia.
E nós por cá?? Para quando o passo em frente??

12 Comments:
Quanto ao casamento entre homosexuais nada tenho a opor. Naturalmente que o mesmo nao se poderá realizar em igrejas, mas tal tambem nunca seria um desejo de nenhum dos noivos (ou será noivas?), uma vez que optando por tal meio de vida, é sinal que não respeitam o mandamento católico. Adiante...
Quanto aos direitos, creio ser justo que sejam os mesmos. Tal como as obrigações.
Agora algo que é intocável prende-se com a adopção. Sou flexivel em tudo menos isso. Só existe reprodução quando estão envolvidos dois seres de sexo diferente. E isto é assim em 99% das especies animais. Não ha volta a dar, a mãe natureza pelos vistos também é anti-gay!
Sendo assim, forçar, porque é forçar o termo correcto já que um bebé não sabe onde se está a meter, a viver com duas mulheres ou dois homens é, em ultima instância, uma forma de moldar a mentalidade da criança quanto à sua opção sexual. Já para não falar nos traumas que passará durante a sua infancia e adolescencia por viver num ambiente homosexual. Já fomos todos crianças e sabemos bem como as crianças podem ser crueis umas para as outras, sobretudo em discriminações.
Será esse o ambiente proprio para que um ser humano cresça e se desenvolva fisica e intelectualmente? A questão não é o amor e carinho que os pais homossexuais deem. A questao é como a criança se está a desenvolver e a preparar para enfrentar o mundo. O melhor mesmo é coloca-la logo em psiquiatras aos 5 anos. Não me admiraria nada que o numero de suicidios adolescentes triplicassem se essa proposta fosse avante. Se tantos adolescentes já têm vergonhas dos pais que têm, imaginem-nos nessas situações.
E depois, existe outro raciocinio. Partimos do principio que uma criança educada num lar gay tenha propensão para ser gay quando for adulta. É natural que assim o seja. E depois? E se dentro de 300/400 anos a maioria da população for gay? Como se procria? Só vejo alguem a lucrar com isto: as prostitutas. Passam a ser as incubadoras, as barrigas de aluguer. Ora aqui está um bom cenário para um filme de David Lynch.
Posso estar a ser exagerado, mas é preciso ver para alem do obvio. Que sejam muitos felizes os casais gay, mas não estraguem a vida dos inocentes. Se os gays querem ter direito a opção, porque razão querem tirar essa opção ás crianças inocentes?
Cheira-me a capricho, mas isso sou a delirar... os gays televisivos que vejo, começando no white castle e acabando no carlos castro, parecem-me bem caprichosos e cheios de mimo. Vamos querer fazer da maternidade e da adopção de crianças um capricho?
Perfeitamente de acordo com o casamento entre pessoas do mesmo sexo. E já que vamos cheio de lanço propunha também a aprovação da lei que permita a poligamia, a zoofilia e a parafilia
(estas últimas era só para criar neste comment uma certa parafasia...)
Agora a sério gostava de saber o que o JCZIZOU tem a dizer sobre este assunto, visto que ele é o principal interessado...
El:
Estou tb completamente de acordo com o direito à diferença de modo que sou favorável a união entre pessoas do mesmo sexo. Parece-me que a tua opinião é mais favorável do que a da maior parte das pessoas mas ainda assim "mas não estraguem a vida dos inocentes"? Estás a brincar certo? Os inocentes são as crianças que são dadas para adopção e é preferivel que lá continuem porque existem probabilidades disto e daquilo?? Ou é preferivel viverem em casas, com pais de sexo difenretes, em que o pai é alcoólico e a mãe drogada, em que o pai bate na mãe e insulta e manda o inocente ganhar dinheiro na rua mas a quem não vamos estragar a vida dando-o para adopção de um casal de homossexuais!!!
E a diferença de cor não é tão marcante como o facto dos pais serem homossexuais? Não incitará a troça e a ridicularização?? Mas qual é a solução? Confrontamos as crianças com a realidade (que temos de viver todos aqui e se não tivermos o direito à diferença nunca vai ser possível o convivio saudável entre todos, ufa!), ou continuamos a "proteger" o seu ambiente desta gente que é muito mas muito diferente. Serão de outra raça? (outro bom argumento para um filme...)
Sejamos justos! O direito à diferença é tão importanto como o respeito pela mesma. Só assim poderemos cada vez mais, preocupar-mo-nos com assuntos (estes sim importantes) como a fome, a doença, o ambiente,...)
HS
El
"Partimos do principio que uma criança educada num lar gay tenha propensão para ser gay quando for adulta" - o melhor é nunca seres amigo de um homosexual, já imaginaste se partimos do principio que os amigos tenham propensão para ser gay....
"a mãe natureza pelos vistos também é anti-gay" - estas bem enganado a maioria dos animais também tem comportamentos gay (golfinhos, baleias, gaivotas, macacos, felinos, pinguins....é so procurar)
As pessoas tem a ideia de que o mundo dos animais é certinho, tipo "catolico concervador" em que so fazem sexo para reprodução mas acho que isso não é bem assim!
meus amigos, naturalmente que se a opção de uma criança é escolher entre ter o bibi para pai e a teresa guilherme para mae... mais vale ter o Jose Castelo Branco e o Carlos Castro como pais!
Mas tambem nao é preciso irmos logo tocar nos extremos pois nao? Só penso, e estou no meu direito de pensar dessa maneira que, apartir do momento em que os casais gay possam adoptar, vai ser um must, um in, e um sem numero de outras coisas fashion. É ve-los em fila para todos terem um! Só que uma criança nao é propriamente um daqueles animaizinhos de estimação que se penteam e se poem totos. E isto é a minha costela de homem das cavernas que nao tem amigo gay (que eu saiba pelo menos) a falar.
Ok, eu considero boa parte dos gays demasiados frivolos, desprovidos de interesses reais, ocos. Mas a culpa até pode ser dos gays que "conheço" televisivamente. Mas isso nao me torna anti gay. Como ja referi acho muito bem que se casem e que tenham direito ao credito bonificado e a camas de casal nos hoteis :)
Quanto à adopção, creio ser um erro. E um erro historico caso se concretize. Porque será que em regra uma criança que viva e cresça num ambiente demasiado feminino, sem presenças masculinas, desenvolva uma certa postura afemininada, tornando-se na maior parte das vezes um gay reprimido. Quantos homens nao sao casados e que têm fantasias gays? Muitas destas situações explicam-se com a infancia por que passou.
Se a adopção por casais gay tiver mesmo de ser uma realidade, entao que se começe pelas crianças mais crescidas, e que se pergunte a elas se desejam viver num ambiente sem a presença de um pai ou de uma mãe. Se os casais gay querem de facto educar uma criança, nao se importarão certamente por serem "pais" de crianças de 11 ou 12 anos pois nao? Afinal sao orfãs e precisam de carinho nao?
A ver vamos quantos nao ficarão com a ideia que o bonequinho carequinha e pequenino que queriam andar a passear deixa de ser interessante, agora que já tem dentes e já fala e tudo. Estou a ser xenofobo? Pois que seja, antes assim que pactuar com manias.
PS:
As minhas desculpas para todos os casais gay que nao sejam estereotipos. Mas a ideia que tenho é que esses sao uma gota no oceano cor de rosa.
PS2:
Catarina, eu concordo que existem "brincadeiras" gay na natureza, mas nao passam disso mesmo. Quando chega a epoca do acasalamento nao vês macacos atras de macacos. Nisso a mae natureza nao se enganou. Nao tem a ver com catolico conservador mas o acto de reprodução está reservado para casais heterosexuais que em ultima instancia cuidam dos seus filhos. E os orfãos (porque tb os ha na natureza) não são, e provem-me que estou enganado, adoptados por casais de macacos gays.
Dois machos de qualquer especie que se juntem (e nao me parece que isso aconteça, existe isso sim comportamentos homosexuais, mas nao ajuntamentos) nao têm intenções de educar crias. Nem sabem como o fazer. E depois, na natureza, existe comportamento gay entre machos apenas. É a ideia que tenho. O papel de mãe no reino animal é fundamental. Ou seja, na natureza, mesmo sem religiao catolica conservadora, nao se chega a esse ponto.
Pirata: Eu se fosse Gay e o meu parceiro (escolhido a dedo por mim, que não seria nunca um JCB) seriamos os melhores pais do mundo. Não tenhas a mínima dúvida disso. Não te podes guiar pela "tanga" que os meninos levam na escolinha...
El
a mae natureza tb não atura os filhos qd chegam do infântário nem os submetea outras atrocidades da sociedade actual. Se os rebentos de hoje em dia sobrevivem aos irmãos do primeiro do segundo e do terceiro casamento, fumam charros na primária e se transformam em verdadeiras bolinhas de pingpongue na barra dos tribunais quando das duas uma ou tem pais a mais a querê-los ou tem a menos.... convenhamos... não há-de ser amor e carinho de dois pais ou duas mães que os há-de deturpar!!!!
E digo isto sendo alguém que apesar de tolerar as diferenças, mesmo a homosexualidade, não deixo de a considerar uma bizaria ditada pelos cânones fashion da actualidade e suportada por uma classe de media e colunáveis com pouco com que se ocupar. Mas não causa tanto mal quanto isso. Se o pai e a mãe podem assinar papeis no cartório o pai e o pai tb
smarties & pintarolas: mas se, como tu dizes...
"não deixo de a considerar uma bizaria ditada pelos cânones fashion da actualidade e suportada por uma classe de media e colunáveis com pouco com que se ocupar"
entao para quê dar-lhes a oportunidade de educar uma criança?
Mesmo que sejam os melhores pais do mundo, como diz o AF, o meu ponto de vista do problema nao entra por aí. O que para mim é importante é o seguinte: ser gay e querer casar com outro gay tem de ser sempre visto como um mal menor. Ok, és feliz assim, tass bem! Vive a tua vida assim e goza-a enquanto cá andas. Agora cada criança tem o direito de decidir o seu futuro. Se quer ser natural ou anti-natural. E como uma criança de meses ou poucos anos nao tem a capacidade de decidir por si propria, será altamente influencida em seguir pela homosexualidade se viver numa familia gay. Aí santa paciência, nao dou o braço a torcer.
A homosexualidade tem de ser aceite pela sociedade mas sempre vista como a escolha nao natural. E desculpem se a minha escolha de palavras "nao natural" ofende mas foi o mais simpatico que consegui arranjar. Eu tento ver as coisas pelo apocaliptico: se se multiplicarem os casais gay, a adopçao de crianças e por aí fora, decadas apos decadas, chegamos a um ponto em que os casais gay vao andar a pagar aos casais heterosexuais para que lhes façam um filho! E isso seria ainda mais anti natural!
Ja nao toco mais no assunto. Tem a minha total aprovação quem quiser assumir-se como gay, vou ao casamento e atiro arroz a qualquer casalinho que me convide, mas fica por aí a minha compreensao. Quem quer ter filhos, e como ainda nao se compram feitos, sabe muito bem como fazer. Para todos os restantes, ha por aí muito cão que gostaria de receber amor e carinho. Facilito moradas de canis a todos os interessados.
Pirata:
1. a prática homossexual é exactamente igual à prática heterossexual, falando de cama. Ou julgas que quem pratica actos homossexuais perfeitamente saudáveis fisiologiacamente se transforma automaticamente numa bicha histérica e cheia de caprichos como JCB. Se pensas és muito inocente. Ainda.
2. Parece-me que o teu argumento mais "forte" é o da ausencia de uma figura masculina ou feminina em casa. Acreditas que isso vai condicionar as preferencias sexuais da criança. É isso não é? Julgas que os homosexuais vão praticar sexo em frente dos filhos? Parece-me que estás a simplificar demasiado. Conheço dezenas de pessoas criadas ou sem pai ou sem mãe e que são heterosexuais. E eu sou uma delas. Os contextos sociais não se limitam ao contexto domiciliar. E não vejo porque pais homosexuais não puderão ser pessoas tão inteligentes e aptas para criar filhos como tu. Mas enfim. Respeito a tua posição. Se é aquilo que acreditas...
AF, nao é tanto um ambiente sem um pai ou sem uma mae... é mais um ambiente com duas maes ou dois pais.
Nao me parece que esteja a ser assim tao intransigente, afinal de contas:
- concordo com a liberdade de cada um assumir a sua preferencia sexual, sem ter receio de ser apontado publicamente como um anormal
- concordo com o casamento entre homosexuais, desde que os mesmos, obviamente, nao se pratiquem dentro das igrejas
- por outro lado sou contra a adopção de crianças porque o meu conceito de familia ainda se mantem tradicional, é pai mae e filho(s) ou, quanto muito, mae ou pai e filho(s). E mesmo assim, apesar de ser cada vez mais natural, nao é atitude certa para educar uma criança, já bem basta quando tal sucede devido a morte de um dos conjuges.
Agora, quanto à inteligência. Partindo do principio que os pais adoptivos nao sao duas bixonas loucas (e acho que, no dia em que permitirem a adopção... e tal vai acontecer de certeza, tal como nao tardará o regresso da adoração de estatuas em ouro...) naturalmente que poderão dar à criança uma educação que lhe permitirá tornar-se um adulto responsavel e inteligente (seja la o que isso for!). Questiono-me é se a maioria dos filhos adoptados por casais gay nao se tornarão no futuro igualmente gays. Esta é a minha questão de fundo. E tudo que gira à volta dela como já expliquei anteriormente. Para já são uma minoria e ha quem sinta a necessidade de os confortar e de ser assumidamente pro-gay. Eu prefiro ser assumidamente contra a fome em africa ou a morte de milhoes de inocentes por selvagens como saddam e bin laden. Mas cada um escolhe a causa que prefere.
El
lá voltamos nós ao mesmo....
Despreocupa-te rapaz de "Questiono-me é se a maioria dos filhos adoptados por casais gay nao se tornarão no futuro igualmente gays. " pois se assim fosse os gays assumidos de hoje não o seriam de todo visto serem na sua maioria fruto de famílias ditas "tradicionais", mais ainda famílias nascidas e criadas sob o estigma da rigidez estado novo/maluqueira 25 de Abril. ãs num ponto tenho que concordar inteiramente contigo..... querem casar casem, que eu atiro arroz e danço a macarena na maior das alegrias. Continuo a achar que a adopção de crianças por homosexuaia não é um bem necessário mas antes um mal menor quando existem tantas crianças arrumadas nas prateleiras de uma qualquer instituição social e que agradeceria de bom grado um pai, uma mãe, dois tios, duas madrinhas ou qualquer outra manifestação de carinho que não necessitasse de um ofício.
Eu sinceramente continuo com a esperança ( crédula, devo admitir) que tal como a fase do peace and love, drugs, sex and rock&roll passou esta também passe.
Não tenho qualquer tipo de dúvidas que excepções á regra sempre existiram e sempre existirão...para isso existe a regra não. Incomoda-me um pouco que se tente transformar a regra na excepção através do sindrome do coitadinho, que sou marginalizado....mas os tempos são obviamente de mudança. Esperemos que os meus futuros catraios não me considerem uma aberração por ter andado na cama com o pai deles!!!
AF: "Os contextos sociais não se limitam ao contexto domiciliar. " AMÉN...
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