quarta-feira, junho 01, 2005

PORQUÊ PEDIR SEMPRE UM RECIBO?





Porque não podemos continuar a poupar dinheiro a quem vive dos impostos que nós pagamos, sem pagar os seus! Quando não exige um recibo – que por lei lhe devia ser entregue, ao invés daquela habitual pergunta viperina: "quer recibo? " – está, de facto, a poupar ao infractor 19% de IVA mais a parcela dos 20 a 40% de IRC que deveria pagar mas não o fará porque, obviamente, se esquivou aos documentos respectivos.

Em números médios ele tem uma vantagem – na fuga aos impostos – de 25 a 30% do total pago além de, neste preço, já ter incluído a respectiva margem.

E nós, que não podemos fugir aos impostos, pagamos os nossos e, como ao estado esse dinheiro já não chega, vamos também sofrer a sós o agravamento dos mesmos porque, as pessoas que diariamente nos vendem refeições, livros, perfumes, fatos, sapatos, portas, janelas..., nunca passam recibos!

Ou seja, pagamos os nossos impostos e temos de pagar também o que outros – vivendo das nossas compras – não pagam, por se esquivarem aos devidos recibos vamos, a partir de hoje exigir sempre recibos. De tudo. Veremos se o deficit se reduz ou não...

Logicamente que todos teremos de passar a pedir recibos nas casas de alterne do Reinaldo :)
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PS:
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Um primeiro post mais a sério que o tempo é de vacas magras. E não estou a falar das gémeas...

6 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Bem vindo EL!

(Um longo e emocionado abraço)

3:41 p.m.  
Blogger El Pirata said...

apesar de tudo não resisti e mencionei o nome do Reinaldo...

mas para quem perceber pouco de bola, a sugestão passa incolume :)

3:53 p.m.  
Blogger ... said...

seja benvindo quem vier por bem...

3:58 p.m.  
Anonymous Anónimo said...

Bem vindo...

4:16 p.m.  
Blogger Pistaxa said...

K surpresa agradavél oh pirata =) só pelo simbolo já valeu mais k a pena =)))

4:20 p.m.  
Blogger ... said...

No quarto impecável, ao lado do corpo, a carta, com um último artigo a sair no jornal de Domingo, no correio dos leitores, dizia assim: " Sou jovem, honesto, estudante, trabalho, sou pago: eu pago os impostos, as letras, os juros, da casa, dos móveis, dos livros na estante, dos discos, dos filmes:que hei-de fazer? Eu vou ao cinema, eu leio poemas, gosto de ler! Eu voto, eu escolho, eu olho nos olhos dos casos, dos factos, das coisas concretas: Eu não tomo drogas, não sou alcoólico! Eu estou preocupado e um pouco dorido ao ver que em várias revistas adultos, ministros, artistas, nas entrevistas da tv, demonstram que os jovens são brutos, boémios, incultos, autistas, não têm emprego, ou são arrivistas e mal educados: são tão depressivos, são tão destrutivos, que hei-de fazer? Com 23 anos já não faço planos: para quê? Eu vivo da esperança na vaga mudança que nunca vai acontecer: Eu não tomo drogas, não sou alcoólico!"

João Paulo Simões - Quinteto Tati, de Rumba dos Inadaptados (ou a Morte do Jovem Contribuinte), Exílio.

5:27 p.m.  

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