Ronald Koeman tem uma carreira de treinador iniciada apenas em 1999. No entanto, em 6 epocas, tem passagens pela selecção holandesa e pelo Ajax, onde venceu 2 campeonatos e 2 taças.
O que ganhou Co Adriaanse até ao momento? Alias, Co Adriaanse fez tão fraco trabalho na equipa principal do Ajax que acabou substituido por Koeman, com os bons resultados que se conhcem!
Parece-me que antes de se rirem de Koeman olhem bem para quem vem da Holanda, e já com idade de ir dar de comer aos pombos :)
hs: lá está, nenhum de nós tem asas para poder cantar de galo, no entanto convem recordar que o Co ja levou 2 palmadas do Zezinho! E tanto doeu que o Co veio-se queixar que o golo de Miguel Garcia tinha sido com o braço! Cheira-me que com tangas destas ele escolheu o clube (sobretudo, o presidente) ideal.
Quem pode cantar de galo é mesmo o Guimarães que tem um treinador campeão nacional! Ganda Pacheco!
EL:É verdade que ganhou mas foi à rasca.Não subestimes a experiência do homem,o plantel é outro...o Peseiro,já todos sabemos do que é capaz... ps - esta época já demos de comer aos pombos.Deixa-os pousar...
GF:claro que sim! Foi demais tu a mostrares a camisola do koeman depois do golo!O que nós nos rimos...E lembras-te da taça de Portugal? Também nos rimos muito!Então no quinto golo estava a ver que te ia dar uma coisa má!
O blog Terceiro Anel propõe uma viagem pela carreira do treinador holandês de 42 anos, bi-campeão, nessa condição, pelo Ajax, onde sucedeu a Co Adriaanse, futuro técnico do FC Porto. Rosto da nova vaga de técnicos holandeses, persegue agora como treinador o sucesso alcançado como jogador: Ronald Koeman, o homem a quem um dia chamaram 'Bala'.
Um líbero goleador
Um dos defesas da história do futebol mundial com maior registo de golos apontados - ao longo da sua carreira, apontou 1 golo a cada 3 jogos -, Ronald Koeman foi um jogador de referência nas décadas de 80 e 90. Líbero de amplos recursos, que não se destacava apenas pelos inúmeros golos - essencialmente em lances de bola parada - como também pela solidez defensiva e eficácia no passe, Ronald Koeman iniciou a sua carreira no Helpman, de onde saltou para o Groningen, clube pelo qual se estreou com apenas 17 anos, em Setembro de 1980. Com 33 golos apontados em três épocas, surgiu a alcunha 'A Bala' e o salto para o Ajax não surpreendeu. Em três anos, impôs-se facilmente como titular, vencendo um campeonato holandês - o primeiro da sua carreira - e uma taça da Holanda. O Verão de 1986 ficou marcado pela sua transferência para o PSV Eindhoven, uma aposta coroada de êxito: 3 títulos internos consecutivos, 2 taças e um ano de 1988 memorável: para além dos títulos na Holanda, a vitória na Taça dos Clubes Campeões Europeus, na final de Estugarda, diante do Benfica, e o êxito na selecção: campeão da Europa, de novo na Alemanha, em 1988, assumindo-se como uma das peças-chave da nova 'laranja-mecânica', ganhando o epíteto de 'quarto holandês', entrando no selecto grupo de Gullit, Van Basten e Rijkaard. No Verão de 1989, Johan Cruyff abriu-lhe as portas do Barcelona e seguiram-se mais sucessos, com seis épocas ao mais alto nível, ultrapassando, em quatro delas, a fasquia dos 10 golos. Depois da vitória na Taça do Rei na primeira época, seguiu-se a hegemonia do futebol espanhol, com o Barcelona tetra-campeão, e novo êxito europeu: a segunda vitória na Taça dos Clubes Campeões Europeus, em 1992, com Koeman, em mais um dos seus fantásticos livres, a apontar o golo decisivo. Em final de carreira, rumou ainda ao Feyenoord, de forma a cumprir o desejo de se sagrar campeão pelos 3 principais clubes holandeses. Esteve perto de o conseguir, mas falhou o objectivo. Despediu-se dos relvados a 1 de Junho de 1997, na deslocação do Feyenoord ao terreno do Utrecht, praticamente três anos depois de ter abandonado a selecção, após a eliminação do Campeonato do Mundo de 1994 diante do Brasil. Ao todo somou 78 internacionalizações, apontando 14 golos.
Adjunto de Hiddink e Van Gaal.. e o cruzamento com Mourinho e Mantorras em Barcelona
Terminada a carreira de futebolista, Ronald Koeman foi convidado por Guus Hiddink, seu antigo treinador no PSV Eindhoven, para integrar a equipa técnica da Selecção Holandesa rumo ao Mundial de França 98. Tal como acontecera quatro anos antes, a Holanda voltou a cair diante do Brasil, desta feita nas meias-finais, e só depois da transformação de grandes penalidades, onde Cocu e Ronald de Boer não foram felizes. Acabado o Mundial, em 4º lugar, depois de derrota diante na Croácia, Hiddink deixou a selecção e Koeman também. Seguiu-se o regresso a Barcelona, com uma dupla missão: a de coadjuvar Louis Van Gaal, com quem nunca havia trabalhado, e assumir a coordenação da formação B. Foi um ano de êxitos, já que se sagrou pela 5ª vez campeão espanhol, fazendo parte de uma equipa técnica onde estava José Mourinho, como observador, mas também de inêxitos, já que a sua passagem pela coordenação do Barcelona B não foi feliz em termos de resultados, pois a equipa, constituida por jovens de 18 e 19 anos, acabou por descer à 2ªB. A sua passagem pela equipa B teve, no entanto, uma curiosidade. A meio da temporada, um menino angolano trabalhou à experiência consigo, depois de ter sido referenciado como um 'Weah de 16 anos'. Esse jovem era Pedro Mantorras, que agradou a Koeman, só que o Progresso, clube que então representava, ordenou o seu regresso a Angola, para disputar alguns jogos importantes do campeonato. Koeman, que pretendia um avançado mais experiente, queria mais tempo para o observar, mas Pedro Mantorras não regressaria a Barcelona.
Vitesse: a primeira etapa
A segunda época como treinador adjunto de Van Gaal ia a meio, quando surgiu, em final de Dezembro de 1999, a oportunidade que desejava há algum tempo: assumir o comando técnico de uma equipa holandesa. A porta que se abria era a do Vitesse, após a destituição de Herbert Neumann, depois de um início de época irregular. Foi uma estreia de fogo, mas uma aposta ganha. Recuperou a equipa e conduziu-a, em 1999/00, ao 4º lugar, que valeu a qualificação para a UEFA, e a chegada às meias finais da Taça. A estrela da equipa era Pierre van Hooijdonk, autor de 25 golos, e que no Verão viria a rumar ao Benfica. Tacticamente, Ronald Koeman apostou sobretudo em dois esquemas, que viriam a ser a sua imagem de marca ao longo dos dois anos em que esteve no clube: o 4x3x3, com o meio campo em triângulo, e o 4x4x2, desdobrável em 4x2x4, com dois extremos bem abertos e dois pontas de lança. O Vitesse jogava um futebol ofensivo e bonito, com muita circulação de bola, baseada sobretudo em toques curtos, explorando a velocidade dos alas e o poder de fogo dos avançados. A sua segunda época, a única que viria a cumprir do início ao fim, trouxe-lhe a desilusão de não ter conseguido a qualificação para as provas europeias, apesar do 6º lugar final, com os mesmos pontos do 4º (Roda) e 5º (Utrecht), e a apenas 2 do 3º (Ajax). Tudo porque o Twente, 11º classificado, não só se apurou para a final da Taça, eliminando o Vitesse nas meias-finais, como a venceu ao campeão PSV. A temporada seguinte começou muito bem: na altura da sua saída para o Ajax, o Vitesse estava entre os primeiros classificados, com os mesmos pontos do então campeão PSV, a apenas 2 do Ajax e a 4 do Feyenoord.
Ajax: rendeu Adriaanse e chegou ao título que fugia desde 1998
A 3 de Dezembro de 2001, menos de dois anos depois de se estrear como técnico principal, Ronald Koeman chegava ao comando técnico do Ajax. Rendia Co Adriaanse, desgastado pelas duas derrotas consecutivas em casa, diante de PSV e NAC, que reacenderam fantasmas da época anterior, em que terminara num 'apertado' 3º lugar. Em 14 jogos, o Ajax de Adriaanse somara 29 pontos (média de 2.07), marcando 31 golos (média de 2.21) e sofrera 18 golos (média de 1.29). Com Koeman a luta com PSV e Feyenoord foi intensa, já que o Vitesse rapidamente ficou bem longe da corrida, e uma excelente recta final permitiu o título holandês, com 5 pontos de vantagem sobre PSV e 9 sobre o Feyenoord. Em 20 jogos, Ronald Koeman somou 44 pontos (média de 2.20, superior em 0.13 a Adriaanse), marcou 42 golos (média de 2.1, inferior em 0.11 em relação ao período anterior) e sofreu apenas 16 golos (média de 0.8, inferior em 0.49 a Adriaanse), o que não deixa de ser curioso, já que uma das principais críticas que eram colocadas ao futuro treinador do FC Porto prendiam-se com os seus esquemas bastante defensivos, ao invés de Koeman: contudo, a segurança defensiva no seu período, foi decisiva para chegar à conquista do campeonato, que fugia há quatro anos e a que juntou ainda a Taça da Holanda.
2002/2003: uma época estranha
O Ajax partia para a defesa do título de campeão, mas acabou por falhar o objectivo, terminando a prova em 2º lugar, ainda que a apenas um ponto do campeão PSV. A Taça da Holanda, conquistada no ano anterior, também foi outro objectivo falhado: o Ajax seria eliminado nas meias-finais no terreno do Feyenoord. Sobrou apenas a conquista da Supertaça holandesa (Taça Johan Cruyff), título que, em princípio, seria curto. No entanto, no final da temporada, a Direcção e os adeptos - a média de espectadores cresceu de 35 para 47 mil - mostravam-se satisfeitos. A principal causa foi o renascer do Ajax a nível internacional, onde conseguiu a sua melhor carreira desde 1997 - caiu nos quartos de final, diante do AC Milan, que viria a conquistar o troféu -, mas também o facto de ter garantido, através do 2º lugar, nova qualificação para a Liga dos Campeões. Com uma curiosidade: o Ajax, soube combinar solidez defensiva com futebol ofensivo, eficaz e de qualidade, realizando uma prova interna bem superior à temporada anterior, em que fora campeão, somando 83 pontos (+10), 96 golos marcados (+23) e 32 golos sofridos (-2), conseguindo uma média inferior a um golo sofrido por jogo, feito único em vários anos.
2003/2004: de novo Campeão
2003/2004 permitiu ao Ajax reconquistar o título de campeão holandês. Bastaram 80 pontos - menos três do que no ano anterior - para o conseguir, com 6 pontos de vantagem sobre o PSV e 12 sobre o Feyenoord, numa carreira sem mácula nos jogos caseiros. A formação de Koeman marcou menos golos também - 79 - mas ainda se mostrou mais sólida defensivamente - apenas 31 golos sofridos, isto apesar da saída de Chivu, e das muitas críticas em torno da escolha dos seus sucessores: Julien Escudé e Zdenek Grygera. Mas se o sucesso interno foi uma realidade, a desilusão com a carreira na Liga dos Campeões foi uma das marcas negativas da época e nem mesmo a onda de lesões que assolou a equipa em Novembro e Dezembro serviu como atenuante. O Ajax ficou em 4º na fase de grupos, com AC Milan, Celta de Vigo e Club Brugge, somando 2 vitórias - Brugge (2ª jornada) e Celta (3ª jornada) - e 4 derrotas: 3 delas fora de casa.
2004/2005: do céu ao inferno
A saída de Zlatan Ibrahimovic, jogador-chave na estratégia de Koeman, para a Juventus no final de Agosto, acabou por ter consequências desastrosas, numa época que começou mal, com a perda da Supertaça para o Utrecht. As dispensas administrativas de Sonck, Soaters e Sikora, três apostas de Koeman, começaram logo por criar algumas cicatrizes no início da época, que se adensaram após a derrota (0-4) diante do Bayern, na Liga dos Campeões, com um conflito aberto com Louis Van Gaal, na altura director técnico do Ajax, que dividiu a direcção do clube. O ambiente no balneário também não era o melhor: Rafaël van der Vaart e Wesley Sneijder davam nota de insatisfação e Koeman não gostou. Tudo isto teve reflexos em campo, com um futebol desgarrado e pouco atractivo, onde a falta de um avançado com características similares às de Ibrahimovic era evidente, assim como a quebra de forma de alguns jogadores chave, como o checo Galasek. Os resultados eram irregulares até a nível interno, mas a desilusão em nova campanha na Liga dos Campeões - 3º lugar na fase de grupos - deu pouco espaço de manobra a Koeman. Após a pausa de Inverno, notaram-se algumas melhorias, mas a derrota caseira com o Den Bosch e a eliminação diante do Auxerre, nos 16 avos de final da Taça UEFA, ditaram a sua saída. E, em seis meses, acabou o estado de graça de Koeman no clube: do renascimento da 'época de ouro' a uma crise similar ao período de Jan Wouters e Co Adriaanse foi um pequeno passo, com os assobios a regressarem à ArenA.
Questões tácticas: os esquemas de Koeman
Quando se estreou como técnico principal, ao serviço do Vitesse, Ronald Koeman mostrou ser um treinador de fortes princípios ofensivos, alternando o 4x3x3, normalmente com dois médios ofensivos, e o 4x4x2, desdobrável em 4x2x4. No Ajax, no entanto, Koeman tentou aliar o futebol atraente, de forte vocação atacante, com uma italianização progressiva, que acabou por estar na origem da queda em 2004/05. Já lá iremos. Os seus esquemas preferenciais são o 4x3x3 e o 4x4x2. Koeman gosta de futebol apoiado, baseado na progressão através de passes curtos e circulação de bola, mas com forte sentido de baliza: muitas soluções de remate, quer dentro, quer fora da área. A solidez defensiva foi outra das suas preocupações e os resultados foram vísiveis: em muitos anos o Ajax nunca sofreu tão poucos golos como no período em que esteve no comando técnico da equipa, com excepção do último ano. O seu 4x3x3, normalmente com dois médios ofensivos e dois extremos bem abertos, foi evoluindo para um 4x3x3 com dois médios defensivos - ainda que com acção de volantes centrais, com liberdade para incorporar acções ofensivas - e um médio ofensivo, com a missão similar à de um nº10, fio condutor do jogo ofensivo, abdicando dos dois extremos abertos, para um esquema que permita transformar o 4x3x3 num 4x4x2 - deslocando um dos extremos para segundo ponta de lança, mantendo o outro fixo na ala -, com pelo menos um dos laterais a transformar-se em extremo quando a equipa ataca, possibilitando um esquema ofensivo de 3x2x3x2 ou 3x3x4. E esse é um dos factores a ter em conta em Koeman: gosta de laterais ofensivos, que, em situação ofensiva, sejam capazes de se transformar em extremos, mas também gosta que os extremos sejam capazes de jogar em ambas as alas e que, em situação defensiva, fechem atrás, de forma a encurtar espaços e aumentar a capacidade de pressão. O mesmo é válido para os médios centrais: se têm liberdade para incorporar acções ofensivas, em situação defensiva também devem correr atrás da bola. O 4x4x2 de Koeman também sofreu remodelações na sua passagem pelo Ajax. Partiu do esquema puro, desdobrável em 4x2x4, que passou a ser utilizado menos vezes e só em situações de recurso, para um esquema entre o 4x3x1x2 e o 4x1x3x2: com um médio defensivo, dois médios volantes, entre o centro e as alas, e um médio ofensivo a actuar nas costas de dois avançados. Outras características das suas equipas passam pelo gosto por jogadores polivalentes, nomeadamente no sector defensivo, que possam ser adaptáveis a várias funções, e que lhe permitam aumentar o número de soluções na altura de fazer alterações ; e também por avançados dotados tecnicamente, algo que falhou após a partida de Ibrahimovic, já que uma das jogadas que mais trabalha são as combinações e tabelas, entre o médio ofensivo ou os extremos com o ponta de lança, de forma a aparecerem em posições de finalização. Prova disso mesmo é o facto de Van der Vaart ter sido, em dois anos consecutivos, o melhor marcador da equipa. Os esquemas de três defesas, tão habituais na escola holandesa, sobretudo no Ajax, nunca foram uma obsessão para Ronald Koeman. Chegou a experimenta-los, quer o 3x4x3, quer o 3x3x4, mas nunca se rendeu, não passando de soluções esporádicas, sobretudo contra adversários mais frágeis.
Ronald Koeman Nasceu a 21 de Março de 1963 em Zaandam (Holanda).
Carreira como Jogador:
1980-81 FC Groningen 1 24/4 15. 1981-82 FC Groningen 1 32/15 7. 1982-83 FC Groningen 1 33/14 5. 1983-84 Ajax 1 32/7 3. 1984-85 Ajax 1 30/9 1. 1985-86 Ajax 1 32/7 2. 1986-87 PSV 1 34/16 1. 1987-88 PSV 1 32/21 1. 1988-89 PSV 1 32/14 1. 1989-90 Barcelona 1 36/14 3. 1990-91 Barcelona 1 21/6 1. 1991-92 Barcelona 1 35/16 1. 1992-93 Barcelona 1 33/11 1. 1993-94 Barcelona 1 35/11 1. 1994-95 Barcelona 1 32/9 4. 1995-96 Feyenoord 1 31/10 3. 1996-97 Feyenoord 1 29/9 2.
1997,1998 - Selecção da Holanda (treinador adjunto) 1998/99 e 1999/00 (incompleta) - Barcelona (treinador adjunto e responsável pela equipa B) 1-1-2000 a 2-12-2001 - Vitesse 3-12-2001 a 25-02-2005 - Ajax
Palmarés como Treinador:
1999/2000 - Vitesse (4º), qualificação para a Taça UEFA 2000/2001 - Vitesse (6º) 2001/2002 - Vitesse (incompleta) 2001/2002 - Ajax (1º) + vencedor da Taça da Holanda 2002/2003 - Ajax (2º) + vencedor da SuperTaça da Holanda 2002 + meias-finais da Taça da Holanda + quartos de final da Liga dos Campeões (eliminado pelo AC Milan - vencedor da prova) 2003/2004 - Ajax (1º) + oitavos-final da Taça da Holanda + eliminado na fase de grupos da Liga dos Campeões (4º) 2004/2005 - Ajax (incompleta) + eliminado na fase de grupos da Liga dos Campeões (3º) + eliminado da Taça UEFA (1/16 avos de final, frente ao Auxerre)
Títulos: 2 campeonatos da Holanda, 1 taça da Holanda, 1 supertaça da Holanda.
Pois é meus amigos anti Scolari, parece que vamos ter Portugal no Mundial. É melhor mesmo renderem-se às evidências :)
Outra grande evidência que até Camões, com uma pala num olho e o outro fechado, via é que a selecção com Luis Figo ganha um grande reforço e outra dimensão.
Para os mais cépticos que dizer da jogada que deu o unico golo do jogo? Que dizer a forma como Figo tira o defesa da frente e cruza com peso, conta e medida pra tolinha do puto Ronaldo? Não é para todos.
Não chega pois não? Logico que não, era pouco para 90 minutos. E se eu disser que as duas unicas jogadas de golo iminente tiveram o selo de qualidade Luis Figo?
Em duas arrancadas pela esquerda do ataque, passando por 2 adversários, cede para Deco e Pauleta desperdiçarem (na primeira jogada) e para Postiga, a quem falta o instinto de goleador, falhar escandalosamente.
Acabem com as teorias. Figo está de volta, para bem de quem gosta da selecção e para quem gosta de bom futebol.
eu bem sei que foi contra a estónia e que sabado foi contra a eslováquia. Mas o apuramento faz-se com pontos e nesse aspecto só vacilamos no Liechentsein.
Porque será que toda a gente se lembra do nome Marc Batta quando se fala do apuramento para o mundial de 1998 em frança, quando se tende a esquecer os empates na Armenia e Albania que nos custaram o apuramento? Contra a forte selecção alemã conseguimos 2 empates e duas grandes exibições. Mas e contra aquelas duas selecções fraquissimas? Pois, numa fase de apuramento com 10/12 jogos, não contam só os pontos feitos contra os melhores (neste caso russia).
É por isso que dou tanto valor às duas recentes vitorias. Valem mais que ganhar em moscovo como podem ver se virem a tabela classificativa.
Podemos perder na russia por 5-0 que, desde que ganhemos os 3 restantes jogos em casa (Luxemburgo, Liechentsein e Letónia) ficaremos em 1º lugar do grupo!
Viva El, Deixa-me dizer-te que penso que o Figo, actualmente, é uma mais valia para qualquer equipa e que desportivamente falando tem lugar indiscutível na nossa Selecção, mas contudo não significa que seja insubstituível. Preferências “clubisticas” à parte (mas se for realmente importante, sou do FCP com muito orgulho...), a Selecção Nacional não é só mais um “clube” que os jogadores têm de representar para receber uns trocos no final do mês. É mais uma questão de honra, orgulho, ética, gosto, prazer, realização pessoal e sacrifício se necessário. Na minha opinião, quem coloca outros interesses acima de Selecção e a abandona em prol do seu clube, não é digno de vestir a camisola do seu país... mesmo que seja o melhor jogador da selecção. O Rui Costa (que muito deu a Portugal), por exemplo, apesar de no início ter ficado um pouco “reçabiado” com a história do Deco (apesar de Brasileiro, defende as cores de Portugal com mais empenho e honra que alguns Portugueses), tomou uma atitude de coragem e hombridade, pois quando abandonou a Selecção sabia que o estava a fazer definitivamente e não apenas por uns meses. Talvez seja nestas alturas que se notam as diferenças entre os Homens e os homens...
13 Comments:
É vê-los a saltar do barco!!!
é da maneira que não gastas €€ este ano... E eu digo-te que ja estou a juntar para a final da CL do ano que vem...
homens de pouca fé!
Ronald Koeman tem uma carreira de treinador iniciada apenas em 1999. No entanto, em 6 epocas, tem passagens pela selecção holandesa e pelo Ajax, onde venceu 2 campeonatos e 2 taças.
O que ganhou Co Adriaanse até ao momento? Alias, Co Adriaanse fez tão fraco trabalho na equipa principal do Ajax que acabou substituido por Koeman, com os bons resultados que se conhcem!
Parece-me que antes de se rirem de Koeman olhem bem para quem vem da Holanda, e já com idade de ir dar de comer aos pombos :)
Espero é que eles não se esqueçam dos papeis...
El: é casa para se dizer que para quem não tem asas, falas de caralho... O pesseiro ganhou o que até agora?
hs: lá está, nenhum de nós tem asas para poder cantar de galo, no entanto convem recordar que o Co ja levou 2 palmadas do Zezinho! E tanto doeu que o Co veio-se queixar que o golo de Miguel Garcia tinha sido com o braço! Cheira-me que com tangas destas ele escolheu o clube (sobretudo, o presidente) ideal.
Quem pode cantar de galo é mesmo o Guimarães que tem um treinador campeão nacional! Ganda Pacheco!
EL:É verdade que ganhou mas foi à rasca.Não subestimes a experiência do homem,o plantel é outro...o Peseiro,já todos sabemos do que é capaz...
ps - esta época já demos de comer aos pombos.Deixa-os pousar...
GF:claro que sim! Foi demais tu a mostrares a camisola do koeman depois do golo!O que nós nos rimos...E lembras-te da taça de Portugal? Também nos rimos muito!Então no quinto golo estava a ver que te ia dar uma coisa má!
O blog Terceiro Anel propõe uma viagem pela carreira do treinador holandês de 42 anos, bi-campeão, nessa condição, pelo Ajax, onde sucedeu a Co Adriaanse, futuro técnico do FC Porto. Rosto da nova vaga de técnicos holandeses, persegue agora como treinador o sucesso alcançado como jogador: Ronald Koeman, o homem a quem um dia chamaram 'Bala'.
Um líbero goleador
Um dos defesas da história do futebol mundial com maior registo de golos apontados - ao longo da sua carreira, apontou 1 golo a cada 3 jogos -, Ronald Koeman foi um jogador de referência nas décadas de 80 e 90.
Líbero de amplos recursos, que não se destacava apenas pelos inúmeros golos - essencialmente em lances de bola parada - como também pela solidez defensiva e eficácia no passe, Ronald Koeman iniciou a sua carreira no Helpman, de onde saltou para o Groningen, clube pelo qual se estreou com apenas 17 anos, em Setembro de 1980. Com 33 golos apontados em três épocas, surgiu a alcunha 'A Bala' e o salto para o Ajax não surpreendeu. Em três anos, impôs-se facilmente como titular, vencendo um campeonato holandês - o primeiro da sua carreira - e uma taça da Holanda. O Verão de 1986 ficou marcado pela sua transferência para o PSV Eindhoven, uma aposta coroada de êxito: 3 títulos internos consecutivos, 2 taças e um ano de 1988 memorável: para além dos títulos na Holanda, a vitória na Taça dos Clubes Campeões Europeus, na final de Estugarda, diante do Benfica, e o êxito na selecção: campeão da Europa, de novo na Alemanha, em 1988, assumindo-se como uma das peças-chave da nova 'laranja-mecânica', ganhando o epíteto de 'quarto holandês', entrando no selecto grupo de Gullit, Van Basten e Rijkaard.
No Verão de 1989, Johan Cruyff abriu-lhe as portas do Barcelona e seguiram-se mais sucessos, com seis épocas ao mais alto nível, ultrapassando, em quatro delas, a fasquia dos 10 golos. Depois da vitória na Taça do Rei na primeira época, seguiu-se a hegemonia do futebol espanhol, com o Barcelona tetra-campeão, e novo êxito europeu: a segunda vitória na Taça dos Clubes Campeões Europeus, em 1992, com Koeman, em mais um dos seus fantásticos livres, a apontar o golo decisivo.
Em final de carreira, rumou ainda ao Feyenoord, de forma a cumprir o desejo de se sagrar campeão pelos 3 principais clubes holandeses. Esteve perto de o conseguir, mas falhou o objectivo. Despediu-se dos relvados a 1 de Junho de 1997, na deslocação do Feyenoord ao terreno do Utrecht, praticamente três anos depois de ter abandonado a selecção, após a eliminação do Campeonato do Mundo de 1994 diante do Brasil. Ao todo somou 78 internacionalizações, apontando 14 golos.
Adjunto de Hiddink e Van Gaal.. e o cruzamento com Mourinho e Mantorras em Barcelona
Terminada a carreira de futebolista, Ronald Koeman foi convidado por Guus Hiddink, seu antigo treinador no PSV Eindhoven, para integrar a equipa técnica da Selecção Holandesa rumo ao Mundial de França 98. Tal como acontecera quatro anos antes, a Holanda voltou a cair diante do Brasil, desta feita nas meias-finais, e só depois da transformação de grandes penalidades, onde Cocu e Ronald de Boer não foram felizes. Acabado o Mundial, em 4º lugar, depois de derrota diante na Croácia, Hiddink deixou a selecção e Koeman também.
Seguiu-se o regresso a Barcelona, com uma dupla missão: a de coadjuvar Louis Van Gaal, com quem nunca havia trabalhado, e assumir a coordenação da formação B. Foi um ano de êxitos, já que se sagrou pela 5ª vez campeão espanhol, fazendo parte de uma equipa técnica onde estava José Mourinho, como observador, mas também de inêxitos, já que a sua passagem pela coordenação do Barcelona B não foi feliz em termos de resultados, pois a equipa, constituida por jovens de 18 e 19 anos, acabou por descer à 2ªB.
A sua passagem pela equipa B teve, no entanto, uma curiosidade. A meio da temporada, um menino angolano trabalhou à experiência consigo, depois de ter sido referenciado como um 'Weah de 16 anos'. Esse jovem era Pedro Mantorras, que agradou a Koeman, só que o Progresso, clube que então representava, ordenou o seu regresso a Angola, para disputar alguns jogos importantes do campeonato. Koeman, que pretendia um avançado mais experiente, queria mais tempo para o observar, mas Pedro Mantorras não regressaria a Barcelona.
Vitesse: a primeira etapa
A segunda época como treinador adjunto de Van Gaal ia a meio, quando surgiu, em final de Dezembro de 1999, a oportunidade que desejava há algum tempo: assumir o comando técnico de uma equipa holandesa. A porta que se abria era a do Vitesse, após a destituição de Herbert Neumann, depois de um início de época irregular. Foi uma estreia de fogo, mas uma aposta ganha. Recuperou a equipa e conduziu-a, em 1999/00, ao 4º lugar, que valeu a qualificação para a UEFA, e a chegada às meias finais da Taça. A estrela da equipa era Pierre van Hooijdonk, autor de 25 golos, e que no Verão viria a rumar ao Benfica.
Tacticamente, Ronald Koeman apostou sobretudo em dois esquemas, que viriam a ser a sua imagem de marca ao longo dos dois anos em que esteve no clube: o 4x3x3, com o meio campo em triângulo, e o 4x4x2, desdobrável em 4x2x4, com dois extremos bem abertos e dois pontas de lança. O Vitesse jogava um futebol ofensivo e bonito, com muita circulação de bola, baseada sobretudo em toques curtos, explorando a velocidade dos alas e o poder de fogo dos avançados.
A sua segunda época, a única que viria a cumprir do início ao fim, trouxe-lhe a desilusão de não ter conseguido a qualificação para as provas europeias, apesar do 6º lugar final, com os mesmos pontos do 4º (Roda) e 5º (Utrecht), e a apenas 2 do 3º (Ajax). Tudo porque o Twente, 11º classificado, não só se apurou para a final da Taça, eliminando o Vitesse nas meias-finais, como a venceu ao campeão PSV.
A temporada seguinte começou muito bem: na altura da sua saída para o Ajax, o Vitesse estava entre os primeiros classificados, com os mesmos pontos do então campeão PSV, a apenas 2 do Ajax e a 4 do Feyenoord.
Ajax: rendeu Adriaanse e chegou ao título que fugia desde 1998
A 3 de Dezembro de 2001, menos de dois anos depois de se estrear como técnico principal, Ronald Koeman chegava ao comando técnico do Ajax. Rendia Co Adriaanse, desgastado pelas duas derrotas consecutivas em casa, diante de PSV e NAC, que reacenderam fantasmas da época anterior, em que terminara num 'apertado' 3º lugar. Em 14 jogos, o Ajax de Adriaanse somara 29 pontos (média de 2.07), marcando 31 golos (média de 2.21) e sofrera 18 golos (média de 1.29). Com Koeman a luta com PSV e Feyenoord foi intensa, já que o Vitesse rapidamente ficou bem longe da corrida, e uma excelente recta final permitiu o título holandês, com 5 pontos de vantagem sobre PSV e 9 sobre o Feyenoord. Em 20 jogos, Ronald Koeman somou 44 pontos (média de 2.20, superior em 0.13 a Adriaanse), marcou 42 golos (média de 2.1, inferior em 0.11 em relação ao período anterior) e sofreu apenas 16 golos (média de 0.8, inferior em 0.49 a Adriaanse), o que não deixa de ser curioso, já que uma das principais críticas que eram colocadas ao futuro treinador do FC Porto prendiam-se com os seus esquemas bastante defensivos, ao invés de Koeman: contudo, a segurança defensiva no seu período, foi decisiva para chegar à conquista do campeonato, que fugia há quatro anos e a que juntou ainda a Taça da Holanda.
2002/2003: uma época estranha
O Ajax partia para a defesa do título de campeão, mas acabou por falhar o objectivo, terminando a prova em 2º lugar, ainda que a apenas um ponto do campeão PSV. A Taça da Holanda, conquistada no ano anterior, também foi outro objectivo falhado: o Ajax seria eliminado nas meias-finais no terreno do Feyenoord. Sobrou apenas a conquista da Supertaça holandesa (Taça Johan Cruyff), título que, em princípio, seria curto. No entanto, no final da temporada, a Direcção e os adeptos - a média de espectadores cresceu de 35 para 47 mil - mostravam-se satisfeitos. A principal causa foi o renascer do Ajax a nível internacional, onde conseguiu a sua melhor carreira desde 1997 - caiu nos quartos de final, diante do AC Milan, que viria a conquistar o troféu -, mas também o facto de ter garantido, através do 2º lugar, nova qualificação para a Liga dos Campeões. Com uma curiosidade: o Ajax, soube combinar solidez defensiva com futebol ofensivo, eficaz e de qualidade, realizando uma prova interna bem superior à temporada anterior, em que fora campeão, somando 83 pontos (+10), 96 golos marcados (+23) e 32 golos sofridos (-2), conseguindo uma média inferior a um golo sofrido por jogo, feito único em vários anos.
2003/2004: de novo Campeão
2003/2004 permitiu ao Ajax reconquistar o título de campeão holandês. Bastaram 80 pontos - menos três do que no ano anterior - para o conseguir, com 6 pontos de vantagem sobre o PSV e 12 sobre o Feyenoord, numa carreira sem mácula nos jogos caseiros. A formação de Koeman marcou menos golos também - 79 - mas ainda se mostrou mais sólida defensivamente - apenas 31 golos sofridos, isto apesar da saída de Chivu, e das muitas críticas em torno da escolha dos seus sucessores: Julien Escudé e Zdenek Grygera. Mas se o sucesso interno foi uma realidade, a desilusão com a carreira na Liga dos Campeões foi uma das marcas negativas da época e nem mesmo a onda de lesões que assolou a equipa em Novembro e Dezembro serviu como atenuante. O Ajax ficou em 4º na fase de grupos, com AC Milan, Celta de Vigo e Club Brugge, somando 2 vitórias - Brugge (2ª jornada) e Celta (3ª jornada) - e 4 derrotas: 3 delas fora de casa.
2004/2005: do céu ao inferno
A saída de Zlatan Ibrahimovic, jogador-chave na estratégia de Koeman, para a Juventus no final de Agosto, acabou por ter consequências desastrosas, numa época que começou mal, com a perda da Supertaça para o Utrecht. As dispensas administrativas de Sonck, Soaters e Sikora, três apostas de Koeman, começaram logo por criar algumas cicatrizes no início da época, que se adensaram após a derrota (0-4) diante do Bayern, na Liga dos Campeões, com um conflito aberto com Louis Van Gaal, na altura director técnico do Ajax, que dividiu a direcção do clube. O ambiente no balneário também não era o melhor: Rafaël van der Vaart e Wesley Sneijder davam nota de insatisfação e Koeman não gostou. Tudo isto teve reflexos em campo, com um futebol desgarrado e pouco atractivo, onde a falta de um avançado com características similares às de Ibrahimovic era evidente, assim como a quebra de forma de alguns jogadores chave, como o checo Galasek. Os resultados eram irregulares até a nível interno, mas a desilusão em nova campanha na Liga dos Campeões - 3º lugar na fase de grupos - deu pouco espaço de manobra a Koeman. Após a pausa de Inverno, notaram-se algumas melhorias, mas a derrota caseira com o Den Bosch e a eliminação diante do Auxerre, nos 16 avos de final da Taça UEFA, ditaram a sua saída. E, em seis meses, acabou o estado de graça de Koeman no clube: do renascimento da 'época de ouro' a uma crise similar ao período de Jan Wouters e Co Adriaanse foi um pequeno passo, com os assobios a regressarem à ArenA.
Questões tácticas: os esquemas de Koeman
Quando se estreou como técnico principal, ao serviço do Vitesse, Ronald Koeman mostrou ser um treinador de fortes princípios ofensivos, alternando o 4x3x3, normalmente com dois médios ofensivos, e o 4x4x2, desdobrável em 4x2x4.
No Ajax, no entanto, Koeman tentou aliar o futebol atraente, de forte vocação atacante, com uma italianização progressiva, que acabou por estar na origem da queda em 2004/05. Já lá iremos.
Os seus esquemas preferenciais são o 4x3x3 e o 4x4x2. Koeman gosta de futebol apoiado, baseado na progressão através de passes curtos e circulação de bola, mas com forte sentido de baliza: muitas soluções de remate, quer dentro, quer fora da área. A solidez defensiva foi outra das suas preocupações e os resultados foram vísiveis: em muitos anos o Ajax nunca sofreu tão poucos golos como no período em que esteve no comando técnico da equipa, com excepção do último ano.
O seu 4x3x3, normalmente com dois médios ofensivos e dois extremos bem abertos, foi evoluindo para um 4x3x3 com dois médios defensivos - ainda que com acção de volantes centrais, com liberdade para incorporar acções ofensivas - e um médio ofensivo, com a missão similar à de um nº10, fio condutor do jogo ofensivo, abdicando dos dois extremos abertos, para um esquema que permita transformar o 4x3x3 num 4x4x2 - deslocando um dos extremos para segundo ponta de lança, mantendo o outro fixo na ala -, com pelo menos um dos laterais a transformar-se em extremo quando a equipa ataca, possibilitando um esquema ofensivo de 3x2x3x2 ou 3x3x4. E esse é um dos factores a ter em conta em Koeman: gosta de laterais ofensivos, que, em situação ofensiva, sejam capazes de se transformar em extremos, mas também gosta que os extremos sejam capazes de jogar em ambas as alas e que, em situação defensiva, fechem atrás, de forma a encurtar espaços e aumentar a capacidade de pressão. O mesmo é válido para os médios centrais: se têm liberdade para incorporar acções ofensivas, em situação defensiva também devem correr atrás da bola.
O 4x4x2 de Koeman também sofreu remodelações na sua passagem pelo Ajax. Partiu do esquema puro, desdobrável em 4x2x4, que passou a ser utilizado menos vezes e só em situações de recurso, para um esquema entre o 4x3x1x2 e o 4x1x3x2: com um médio defensivo, dois médios volantes, entre o centro e as alas, e um médio ofensivo a actuar nas costas de dois avançados.
Outras características das suas equipas passam pelo gosto por jogadores polivalentes, nomeadamente no sector defensivo, que possam ser adaptáveis a várias funções, e que lhe permitam aumentar o número de soluções na altura de fazer alterações ; e também por avançados dotados tecnicamente, algo que falhou após a partida de Ibrahimovic, já que uma das jogadas que mais trabalha são as combinações e tabelas, entre o médio ofensivo ou os extremos com o ponta de lança, de forma a aparecerem em posições de finalização. Prova disso mesmo é o facto de Van der Vaart ter sido, em dois anos consecutivos, o melhor marcador da equipa.
Os esquemas de três defesas, tão habituais na escola holandesa, sobretudo no Ajax, nunca foram uma obsessão para Ronald Koeman. Chegou a experimenta-los, quer o 3x4x3, quer o 3x3x4, mas nunca se rendeu, não passando de soluções esporádicas, sobretudo contra adversários mais frágeis.
Ronald Koeman
Nasceu a 21 de Março de 1963 em Zaandam (Holanda).
Carreira como Jogador:
1980-81 FC Groningen 1 24/4 15.
1981-82 FC Groningen 1 32/15 7.
1982-83 FC Groningen 1 33/14 5.
1983-84 Ajax 1 32/7 3.
1984-85 Ajax 1 30/9 1.
1985-86 Ajax 1 32/7 2.
1986-87 PSV 1 34/16 1.
1987-88 PSV 1 32/21 1.
1988-89 PSV 1 32/14 1.
1989-90 Barcelona 1 36/14 3.
1990-91 Barcelona 1 21/6 1.
1991-92 Barcelona 1 35/16 1.
1992-93 Barcelona 1 33/11 1.
1993-94 Barcelona 1 35/11 1.
1994-95 Barcelona 1 32/9 4.
1995-96 Feyenoord 1 31/10 3.
1996-97 Feyenoord 1 29/9 2.
Títulos como Jogador:
4 Campeonatos Holandês : 1984-1985, 1986-1987, 1987-1988, 1988-1989
3 Taças da Holanda : 1985-1986, 1987-1988, 1988-1989
4 Campeonatos Espanhois: 1990-1991, 1991-1992, 1992-1993, 1993-1994
1 Taça de Espanha: 1989-1990
2 Taças dos Campeões Europeus: 1987-1988, 1991-1992
1 Supertaça Europeia: 1992
1 Campeonato Europeu: 1988
Carreira como Treinador:
1997,1998 - Selecção da Holanda (treinador adjunto)
1998/99 e 1999/00 (incompleta) - Barcelona (treinador adjunto e responsável pela equipa B)
1-1-2000 a 2-12-2001 - Vitesse
3-12-2001 a 25-02-2005 - Ajax
Palmarés como Treinador:
1999/2000 - Vitesse (4º), qualificação para a Taça UEFA
2000/2001 - Vitesse (6º)
2001/2002 - Vitesse (incompleta)
2001/2002 - Ajax (1º) + vencedor da Taça da Holanda
2002/2003 - Ajax (2º) + vencedor da SuperTaça da Holanda 2002 + meias-finais da Taça da Holanda + quartos de final da Liga dos Campeões (eliminado pelo AC Milan - vencedor da prova)
2003/2004 - Ajax (1º) + oitavos-final da Taça da Holanda + eliminado na fase de grupos da Liga dos Campeões (4º)
2004/2005 - Ajax (incompleta) + eliminado na fase de grupos da Liga dos Campeões (3º) + eliminado da Taça UEFA (1/16 avos de final, frente ao Auxerre)
Títulos: 2 campeonatos da Holanda, 1 taça da Holanda, 1 supertaça da Holanda.
Pois é meus amigos anti Scolari, parece que vamos ter Portugal no Mundial. É melhor mesmo renderem-se às evidências :)
Outra grande evidência que até Camões, com uma pala num olho e o outro fechado, via é que a selecção com Luis Figo ganha um grande reforço e outra dimensão.
Para os mais cépticos que dizer da jogada que deu o unico golo do jogo? Que dizer a forma como Figo tira o defesa da frente e cruza com peso, conta e medida pra tolinha do puto Ronaldo? Não é para todos.
Não chega pois não? Logico que não, era pouco para 90 minutos. E se eu disser que as duas unicas jogadas de golo iminente tiveram o selo de qualidade Luis Figo?
Em duas arrancadas pela esquerda do ataque, passando por 2 adversários, cede para Deco e Pauleta desperdiçarem (na primeira jogada) e para Postiga, a quem falta o instinto de goleador, falhar escandalosamente.
Acabem com as teorias. Figo está de volta, para bem de quem gosta da selecção e para quem gosta de bom futebol.
Toca a renderem-se às evidências :)
Pirata: O jogo foi contra a Estónia...
Pirata: O jogo foi contra a Estónia
AF
eu bem sei que foi contra a estónia e que sabado foi contra a eslováquia. Mas o apuramento faz-se com pontos e nesse aspecto só vacilamos no Liechentsein.
Porque será que toda a gente se lembra do nome Marc Batta quando se fala do apuramento para o mundial de 1998 em frança, quando se tende a esquecer os empates na Armenia e Albania que nos custaram o apuramento? Contra a forte selecção alemã conseguimos 2 empates e duas grandes exibições. Mas e contra aquelas duas selecções fraquissimas? Pois, numa fase de apuramento com 10/12 jogos, não contam só os pontos feitos contra os melhores (neste caso russia).
É por isso que dou tanto valor às duas recentes vitorias. Valem mais que ganhar em moscovo como podem ver se virem a tabela classificativa.
Podemos perder na russia por 5-0 que, desde que ganhemos os 3 restantes jogos em casa (Luxemburgo, Liechentsein e Letónia) ficaremos em 1º lugar do grupo!
Mundial... aí vamos nós!
Viva El,
Deixa-me dizer-te que penso que o Figo, actualmente, é uma mais valia para qualquer equipa e que desportivamente falando tem lugar indiscutível na nossa Selecção, mas contudo não significa que seja insubstituível.
Preferências “clubisticas” à parte (mas se for realmente importante, sou do FCP com muito orgulho...), a Selecção Nacional não é só mais um “clube” que os jogadores têm de representar para receber uns trocos no final do mês.
É mais uma questão de honra, orgulho, ética, gosto, prazer, realização pessoal e sacrifício se necessário.
Na minha opinião, quem coloca outros interesses acima de Selecção e a abandona em prol do seu clube, não é digno de vestir a camisola do seu país... mesmo que seja o melhor jogador da selecção.
O Rui Costa (que muito deu a Portugal), por exemplo, apesar de no início ter ficado um pouco “reçabiado” com a história do Deco (apesar de Brasileiro, defende as cores de Portugal com mais empenho e honra que alguns Portugueses), tomou uma atitude de coragem e hombridade, pois quando abandonou a Selecção sabia que o estava a fazer definitivamente e não apenas por uns meses.
Talvez seja nestas alturas que se notam as diferenças entre os Homens e os homens...
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