segunda-feira, agosto 29, 2005
sábado, agosto 27, 2005
O que tu Queres sei Eu!
http://www.spankthebooty.com/
Lá diz o proverbio... é com palmadas que nos entendemos...
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Lá diz o proverbio... é com palmadas que nos entendemos...
quinta-feira, agosto 25, 2005
Um portista de mente arejada


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É verdade, eles também existem! Aqui fica um excerto do meu portista preferido, Miguel de Sousa Tavares, da sua crónica no jornal ABOLA, de terça feira passada...
"Ricardo Quaresma há várias semanas que nem sequer faz parte do lote de convocados de Co Adriaanse. Não vale a pena dizer que se trata de uma simples opção táctica do treinador portista, porque toda a gente já percebeu que não é. Por opção táctica Ricardo Quaresma pode não ter lugar no onze inicial para um determinado jogo ou mesmo para todos. Mas não caber, por sistema, no lote dos 18 convocados para todos os jogos não é uma opção táctica, amenos que o treinador fosse totalmente incompetente. Ricardo Quaresma é apenas um miúdo, tímido e simples, que tem a sorte de ser dotado para o futebol e, pelos vistos, o azar de ser sobredotado. Em campo tem os defeitos inevitáveis da sua idade, da sua vontade de jogar e da sua cegueira táctica. Ele sente que pertence ao escassíssimo lote de jogadores capazes de resolver um jogo num golpe de génio (como tantas vezes o fez na época passada) e não resiste a tentá-lo várias vezes, não sabendo ainda que os golpes de génio não acontecem todos os dias. Se alguém lhe ensinar isso, se alguém lhe explicar que o seu génio deve estar, primeiro que tudo, ao serviço da equipa, não tenho dúvidas de que ele virá a ser um dos maiores futebolistas da sua geração. Ora, um treinador competente serve justamente para isso. Serve para pegar nesse diamante em estado indisciplinado tacticamente e ensiná-lo a ser útil, sem deixar de ser genial. Inversamente, pô-lo de castigo, afastá-lo liminarmente da equipa, recusar-lhe oportunidades, abater psicologicamente um miúdo ainda sem sabedoria para se defender de uma situação destas, é o oposto daquilo que o clube tem o direito de esperar do seu treinador. Até porque, a continuarem as coisas assim, já se sabe como é que o filme vai acabar: em Dezembro jogador e clube entrarão num braço-de-ferro, cuja única saída é o clube abrirmão de um jogador com um potencial valiosíssimo, a preço de saldo. Já aqui o escrevina semana passada, a propósito de Adriaanse, que não raras vezes existe um desfasamento entre aquilo que o senso comum observa e aquilo que um treinador de futebol parece observar. Na minha pessoalíssima opinião de simples pagante do espectáculo são jogadores como o Ricardo Quaresma que me levam aos jogos e não jogadores como, por exemplo, um Hélder Postiga. Porque, embora eu também me irrite muitas vezes com a forma como o Quaresma se agarra à bola, eu dele espero sempre a contrapartida de um golpe de génio, enquanto do Postiga, que ele me perdoe, espero exactamente o mesmo que esperavam (e desesperavam) os 48.217 espectadores do Dragão, anteontem: ou seja, nada. Já deu para ver que Co Adriaanse é de ideias fixas. E já deu para ver, também, que isso irá trazer dissabores num futuro bem próximo. O futebol espectacular que a equipa começou por exibir nos jogos de pré-época vai-se dissolvendo aos poucos num futebol incaracterístico, onde o antigo e constante jogo de circulação é substituído por um jogo de bola em profundidade e incapacidade criativa do meio-campo. Porquê? Porque peças-chaves do sistema de jogo que ele concebeu estão a falhar e ele recusa-se a substitui-las ou a rever o que quer que seja. Lucho está de rastos, Raul Meireles parece ter perdido a inspiração dos primeiros jogos, Jorginho continua dramaticamente afastado da sua posição natural ao centro e deslocado para uma ponta, McCarthy está lesionado, não há flanqueadores a titulares (Quaresma, Ivanildo, Alan) e Hélder Postiga, como n.º 10 ou como n.º 9, não resulta. É exactamente para situações como esta que há 28 jogadores na equipa. Mas, se quem joga mal tem lugar cativo, que estímulo terão os outros para se esforçar nos treinos ou quando episodicamente são chamados a jogar uns minutos? "
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Ganda Miguel, sem papas na lingua nem com medo de ganir em ré maior quando o Papa late em dó menor! És o maior!
segunda-feira, agosto 22, 2005
Filme do Ano

Intrigada pelo enigmático casal e pelas suas atitudes misteriosas, Caroline começa a explorar a velha mansão. Possuindo uma chave mestra que abre todas as portas, ela descobre um quarto escondido no sótão que guarda um segredo terrível e mortal.
Do escritor de “The Ring – O Aviso” e do realizador de “K-PAX – Um Homem do Outro Mundo”, “A Chave” é um surpreendente thriller sobre o poder do sobrenatural."

Para quem gosta de um thriller psicológico, ao bom estilo do Sexto Sentido e de Os Outros (com a Nicole Kidman), chegou a altura de regressar às salas de cinema e dar por bem empregue o dinheiro do filme!
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Realizado por Iain Softley e com Kate Hudson, Gena Rowlands, John Hurt, Peter Sarsgaard nos principais papeis, The Skeleton Key (A Chave) é um filme que vos vai deixar preso à cadeira durante hora e meia, e mesmo os mais cépticos quanto à magia e feitiçaria (neste caso o hoodoo) ficarão surpreendidos pelo espantoso final. É um filme a ver e a rever mais tarde em dvd. Imperdível!
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Aqui fica a sinopse do filme...
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" Nas recônditas zonas pantanosas da periferia de Nova Orleães, Caroline (Kate Hudson), uma jovem enfermeira, é contratada para tomar conta de Ben Devereaux (John Hurt), o marido enfermo de uma idosa, Violet Devereaux(Gena Rowlands), passando a residir numa decrépita mansão no delta da Louisiana, propriedade de ambos.
Intrigada pelo enigmático casal e pelas suas atitudes misteriosas, Caroline começa a explorar a velha mansão. Possuindo uma chave mestra que abre todas as portas, ela descobre um quarto escondido no sótão que guarda um segredo terrível e mortal.
Do escritor de “The Ring – O Aviso” e do realizador de “K-PAX – Um Homem do Outro Mundo”, “A Chave” é um surpreendente thriller sobre o poder do sobrenatural."
terça-feira, agosto 16, 2005
sábado, agosto 06, 2005
Aviso de um Pai desesperado...
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"Fui surpreendido esta semana com a noticia que mais temia ouvir em toda a minha vida. Confesso que sendo pai há dois anos estou mentalmente preparado praticamente para tudo; o flagelo da droga; os gangs ... etc.
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Mas o que eu mais temia aconteceu o meu filho olhou-me nos olhos e disse-me:
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"sou do Benfica".
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Naquele momento tudo parou para mim (qual experiência de morte). Vi a minha alma a sair do meu corpo e dei por mim a flutuar no tecto da sala olhando de cima para mim e para o meu filho, vi o longo túnel com a luz ao fundo, mas , de repente, fui sugado novamente para dentro de mim próprio. Nessa noite não dormi a pensar no que terei falhado ou feito para merecer tal castigo. Com o passar das horas fui-me habituando à ideia. Até porque existem pelo menos quatro semelhanças entre o meu filho de dois anos e o Benfica:
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1- O meu filho gosta de ser levado ao colo.
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2- O meu filho não sabe jogar futebol.
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3- O meu filho tem quem resolva por ele os seus problemas.
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4- O meu filho não tem dinheiro mas tem tudo "do bom e do melhor".
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De: um pai responsável
quinta-feira, agosto 04, 2005
Industria Agricola@Summer 2005

Amigos,
Esta ai mais um Verão e, como não podia deixar de ser, o Industria de Cerveira está de portas abertas para mais um mes de Agosto em GRANDE!!
Conto com vocês para me fazerem uma visitinha!!
p.s.- só não estarei lá no fim-de-semana de 12 e 13
quarta-feira, agosto 03, 2005
Era uma vez 2 aeroportos
Áreas:
Aeroporto de Málaga: 320 hectares
Aeroporto de Lisboa: 520 hectares
Pistas:
Aeroporto de Málaga: 1 pista
Aeroporto de Lisboa: 2 pistas
Tráfego (2004):
Aeroporto de Málaga: 12 milhões de passageiros, taxa de crescimento, 7% a 8% ao ano
Aeroporto de Lisboa: 10,7 milhões de passageiros, taxa de crescimento 4,5% ao ano
Soluções para o aumento de capacidade:
Málaga: 1 novo terminal, 191 milhões de euros, capacidade 20 milhões de passageiros/ano. O aeroporto continua a 8 km da cidade e continua a ter uma só pista
Lisboa: 1 novo aeroporto, 3.000 a 5.000 milhões de euros (não contabilizando os inevitáveis buracos no orçamento), solução faraónica a 40 km da cidade. Nada mau para quem quer reduzir a despesa.
É o que dá sermos ricos com o dinheiro dos outros e pobres de espírito. É preciso pagar os ordenados de milhares de euros aos meninos gestores públicos e a factura dos patos bravos que sustentam as campanhas eleitorais e os partidos. Entretanto aumentam-se os impostos directos, indirectos, taxas, combustíveis, congelam-se progressões automáticas, salários, etc. etc. etc...
Aeroporto de Málaga: 320 hectares
Aeroporto de Lisboa: 520 hectares
Pistas:
Aeroporto de Málaga: 1 pista
Aeroporto de Lisboa: 2 pistas
Tráfego (2004):
Aeroporto de Málaga: 12 milhões de passageiros, taxa de crescimento, 7% a 8% ao ano
Aeroporto de Lisboa: 10,7 milhões de passageiros, taxa de crescimento 4,5% ao ano
Soluções para o aumento de capacidade:
Málaga: 1 novo terminal, 191 milhões de euros, capacidade 20 milhões de passageiros/ano. O aeroporto continua a 8 km da cidade e continua a ter uma só pista
Lisboa: 1 novo aeroporto, 3.000 a 5.000 milhões de euros (não contabilizando os inevitáveis buracos no orçamento), solução faraónica a 40 km da cidade. Nada mau para quem quer reduzir a despesa.
É o que dá sermos ricos com o dinheiro dos outros e pobres de espírito. É preciso pagar os ordenados de milhares de euros aos meninos gestores públicos e a factura dos patos bravos que sustentam as campanhas eleitorais e os partidos. Entretanto aumentam-se os impostos directos, indirectos, taxas, combustíveis, congelam-se progressões automáticas, salários, etc. etc. etc...
O Machista Gay
Volta camarinha que estás perdoado :)
http://pwp.netcabo.pt/0172112501/pasteis/prog02.carlinhosomachistaga.mpg
Volta camarinha que estás perdoado :)
http://pwp.netcabo.pt/0172112501/pasteis/prog02.carlinhosomachistaga.mpg
segunda-feira, agosto 01, 2005
As coisas que o futebol português esquece... (2)
Celebremos o 10.º aniversário da viagem de Calheiros ao Brasil!!
Neste mês de Julho passam dez anos sobre a viagem de Carlos Calheiros ao Brasil, um rocambolesco episódio justificado por «lapsos» no debitar de facturas. Para os amnésicos compulsivos no próximo dia 18 de Julho faz dez anos que o árbitro Carlos Calheiros, da Associação de Viana do Castelo, embarcou para o Brasil na companhia de familiares, para um justo período de férias repartidas entre o Othon Palace do Rio de Janeiro e o Hotel Sheraton do Recife. A factura da viagem e da estada da família Calheiros foi debitada pela Agência Cosmos ao FC Porto. Por lapso, como mais tarde viriam a explicar o próprio árbitro, o clube e o operador turístico. A efeméride merece ser celebrada por todos os que se preocupam com a causa da arbitragem nacional neste momento em, que passada uma década, se volta a discutir se os juízes de campo devem ser sorteados ou nomeados para dirigir os jogos da Super Liga. A data deve ser lembrada com insistência na face de todos os amnésicos compulsivos para quem, subitamente, os árbitros se transformaram na escória do futebol português. Só porque o Benfica conseguiu, ao cabo de onze anos, conquistar o título de campeão nacional? O episódio é, por ventura, o mais rocambolesco e o mais exemplificativo de uma época dourada em que os árbitros eram o máximo e só se queixavam dos árbitros os maus perdedores, os invejosos e os passarinhos.
Celebremos, então, entusiasticamente o décimo aniversário da viagem de Carlos Calheiros ao Brasil. Foi a SIC quem trouxe o caso para a praça pública, a 1 de Novembro de 1996, e no dia seguinte os jornais desportivos e generalistas não tiveram outro remédio senão dar seguimento ao assunto. «Calheiros, engenheiro de profissão, viajou ao Brasil em Julho de 1995, na companhia da suamulher e filha, e a factura da deslocação, da agência Cosmos e no valor de 761 contos, apresenta o FC Porto como a entidade a quem deveriam ser debitados os custos das férias. Estranha é também a forma como o ex-árbitro é identificado na factura. O seu nome completo é José Carlos Amorim Calheiros, e no documento aparece como José Amorim», lia-se no «Público».
Calheiros reagiu ameaçando com a Justiça. O árbitro, em declarações ao «Independente», clamou e reclamou pela sua inocência: «Vou pôr a Cosmos e o FC Porto em tribunal, por difamação e abuso da minha boa fé. Limitei- me a aceitar uma viagem da Cosmos e agora aparece isto.» Mas a história da viagem de Carlos Calheiros ao Brasil não se ficou por aqui. De acordo com declarações de «um vice-presidente do FC Porto» ao «Público» o imbróglio terá tido início quando o ex-árbitro contactou o clube das Antas para que «o FC Porto, atendendo ao facto de ser um cliente habitual da Cosmos lhe conseguisse um preço especial». «O próprio Carlos Calheiros foi depois à Cosmos tratar das formalidades e, mais tarde, pagou ao FC Porto», acrescentou o anónimo dirigente portista. Esta versão foi confirmada pelo administrador da agência de viagens, António Laranjeiro: «Carlos Calheiros falou com o FC Porto para usufruir das condições especiais que a agência concede ao clube e acertou as contas posteriormente com o clube.» Calheiros apresentou uma perspectiva diferente do assunto: «Informei a Cosmos de que lamentava que, abusivamente, tenha feito seguir para o FC Porto as facturas e os recibos de uma viagem que eu pensava que me tinha sido oferecida e exigi que seja feita a emissão do recibo, que eu sempre pedi e que nunca me foi dado, para que possa liquidar a dívida.» O «Independente» revelaria que na sequência da investigação da SIC, o ex-árbitro terá recebido uma carta do FC Porto, assinada por Diogo Paiva Brandão, director -geral do clube, confirmando que a factura estava contabilizada nas contas do FCP com o número 4144, com a data de 18 de Julho de 1995 e que foi liquidada pelo FC Porto à Cosmos.
O semanário teve acesso a esse documento e transcreveu-o: «[a deslocação ao Brasil] foi indevidamente debitada ao nosso clube. Na realidade, devido ao facto de a factura ter sido enviada num conjunto de diversas outras, passou despercebida aos nossos serviços e não foi detectada a irregularidade da sua emissão. Por isso, e dado que o clube já liquidou, por lapso, o respectivo montante à agência de viagens, convidamos Vossa Exª a liquidar de imediato o valor, emescudos, de 761.713, nos nossos serviços para podermos considerar o assunto encerrado.»
A verdade é que o assunto ficou mesmo encerrado. Foi esmorecendo nas páginas dos jornais, das ameaças de tribunal nunca mais ninguém ouviu falar, da presumível investigação da Polícia Judiciária também nunca mais ninguém ouviu falar e tudo leva a crer que Carlos Calheiros tenha, finalmente, pago a viagem que julgou ser uma benfeitoria desinteressada e tenha ainda hoje, em sua casa, emoldurados o recibo e a factura desses dez dias no Brasil. Tudo não passou de um lapso. Ou de vários lapsos, se quiserem. Nenhuma organização é perfeita. Era tudo boa gente. Ai que saudades, ai, ai...
Neste mês de Julho passam dez anos sobre a viagem de Carlos Calheiros ao Brasil, um rocambolesco episódio justificado por «lapsos» no debitar de facturas. Para os amnésicos compulsivos no próximo dia 18 de Julho faz dez anos que o árbitro Carlos Calheiros, da Associação de Viana do Castelo, embarcou para o Brasil na companhia de familiares, para um justo período de férias repartidas entre o Othon Palace do Rio de Janeiro e o Hotel Sheraton do Recife. A factura da viagem e da estada da família Calheiros foi debitada pela Agência Cosmos ao FC Porto. Por lapso, como mais tarde viriam a explicar o próprio árbitro, o clube e o operador turístico. A efeméride merece ser celebrada por todos os que se preocupam com a causa da arbitragem nacional neste momento em, que passada uma década, se volta a discutir se os juízes de campo devem ser sorteados ou nomeados para dirigir os jogos da Super Liga. A data deve ser lembrada com insistência na face de todos os amnésicos compulsivos para quem, subitamente, os árbitros se transformaram na escória do futebol português. Só porque o Benfica conseguiu, ao cabo de onze anos, conquistar o título de campeão nacional? O episódio é, por ventura, o mais rocambolesco e o mais exemplificativo de uma época dourada em que os árbitros eram o máximo e só se queixavam dos árbitros os maus perdedores, os invejosos e os passarinhos.
Celebremos, então, entusiasticamente o décimo aniversário da viagem de Carlos Calheiros ao Brasil. Foi a SIC quem trouxe o caso para a praça pública, a 1 de Novembro de 1996, e no dia seguinte os jornais desportivos e generalistas não tiveram outro remédio senão dar seguimento ao assunto. «Calheiros, engenheiro de profissão, viajou ao Brasil em Julho de 1995, na companhia da suamulher e filha, e a factura da deslocação, da agência Cosmos e no valor de 761 contos, apresenta o FC Porto como a entidade a quem deveriam ser debitados os custos das férias. Estranha é também a forma como o ex-árbitro é identificado na factura. O seu nome completo é José Carlos Amorim Calheiros, e no documento aparece como José Amorim», lia-se no «Público».
Calheiros reagiu ameaçando com a Justiça. O árbitro, em declarações ao «Independente», clamou e reclamou pela sua inocência: «Vou pôr a Cosmos e o FC Porto em tribunal, por difamação e abuso da minha boa fé. Limitei- me a aceitar uma viagem da Cosmos e agora aparece isto.» Mas a história da viagem de Carlos Calheiros ao Brasil não se ficou por aqui. De acordo com declarações de «um vice-presidente do FC Porto» ao «Público» o imbróglio terá tido início quando o ex-árbitro contactou o clube das Antas para que «o FC Porto, atendendo ao facto de ser um cliente habitual da Cosmos lhe conseguisse um preço especial». «O próprio Carlos Calheiros foi depois à Cosmos tratar das formalidades e, mais tarde, pagou ao FC Porto», acrescentou o anónimo dirigente portista. Esta versão foi confirmada pelo administrador da agência de viagens, António Laranjeiro: «Carlos Calheiros falou com o FC Porto para usufruir das condições especiais que a agência concede ao clube e acertou as contas posteriormente com o clube.» Calheiros apresentou uma perspectiva diferente do assunto: «Informei a Cosmos de que lamentava que, abusivamente, tenha feito seguir para o FC Porto as facturas e os recibos de uma viagem que eu pensava que me tinha sido oferecida e exigi que seja feita a emissão do recibo, que eu sempre pedi e que nunca me foi dado, para que possa liquidar a dívida.» O «Independente» revelaria que na sequência da investigação da SIC, o ex-árbitro terá recebido uma carta do FC Porto, assinada por Diogo Paiva Brandão, director -geral do clube, confirmando que a factura estava contabilizada nas contas do FCP com o número 4144, com a data de 18 de Julho de 1995 e que foi liquidada pelo FC Porto à Cosmos.
O semanário teve acesso a esse documento e transcreveu-o: «[a deslocação ao Brasil] foi indevidamente debitada ao nosso clube. Na realidade, devido ao facto de a factura ter sido enviada num conjunto de diversas outras, passou despercebida aos nossos serviços e não foi detectada a irregularidade da sua emissão. Por isso, e dado que o clube já liquidou, por lapso, o respectivo montante à agência de viagens, convidamos Vossa Exª a liquidar de imediato o valor, emescudos, de 761.713, nos nossos serviços para podermos considerar o assunto encerrado.»
A verdade é que o assunto ficou mesmo encerrado. Foi esmorecendo nas páginas dos jornais, das ameaças de tribunal nunca mais ninguém ouviu falar, da presumível investigação da Polícia Judiciária também nunca mais ninguém ouviu falar e tudo leva a crer que Carlos Calheiros tenha, finalmente, pago a viagem que julgou ser uma benfeitoria desinteressada e tenha ainda hoje, em sua casa, emoldurados o recibo e a factura desses dez dias no Brasil. Tudo não passou de um lapso. Ou de vários lapsos, se quiserem. Nenhuma organização é perfeita. Era tudo boa gente. Ai que saudades, ai, ai...

